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História da Caparica

O nome traz imediatamente uma única coisa à lembrança: as praias. Esse areal imenso que começa na vila e só acaba na Fonte da Telha, com a falésia como cabeceira e as dunas como travesseiro. Mas é mais do que isso. Muito mais. É toda uma história, todo um orgulho de se ser desta terra, toda uma tradição. Desde o bairro dos pescadores, com as suas casinhas iguais, com arcos na entrada, passando pela rua 15, que nos Santos Populares se enche de cor e festa, até ao centro da vila, que com a sua rua dos pescadores, oferece bens, comida e dormida. Há esplanadas, bares, discotecas e um pontão onde se pode passear a ver o mar, de mãos dadas, sozinho, no Inverno ou no Verão. Há toda a Arriba Fóssil, onde se pode assistir aos mais belos pôr-do-sol, guardados pelos pinheiros recortados no céu. Há as vendedoras de marisco, numa confusão de gritos, santolas, sapateiras, e percebes. Frutarias coloridas, cheiro a peixe, bolos e gelados.

A Costa tem toda uma cultura muito própria, feita de pescadores, de lutas contra o mar, que de ano para ano, teima em roubar um pouco mais de terra, de fado, sol, esplanadas e bairrismo. É feita também pelas pessoas que por aqui passam todos os anos, e que deixam um pouco delas para trás: risos, pegadas na areia, uma toalha esquecida, uma promessa de regresso. No Inverno é intimista, melancólica e romântica. O mar torna-se revolto e brinda quem passa com salpicos salgados, que guardam em si todas as saudades do mundo. Com o vento a bater na cara e os olhos pousados no Bugio, solitariamente plantado no mar, respiramos fundo e sorrimos. Estamos em casa.